Manual de leitura para bebés de dois meses

É fevereiro no hemisfério norte e chove. O que faz uma pessoa com um bebé de quase três meses em casa, para além de dar de mamar, mudar a fralda, enchê-lo de beijos e depois dar de mamar mudar a fralda e enchê-lo de beijos mais uma vez? Bem, podemos ler um livro ao bebé. Ah, eu sei, não sou tão ingénua que acredite que esse simples facto vai fazer com que se torne um Einstein. Afinal, tenho dois filhos adolescentes, li muito para ambos e nenhum deles se tornou um grande leitor. O maior leitor da casa de momento é mesmo o bebé, que já segue as histórias, reconhece os desenhos fica a olhar as letras com imensa atenção. O primeiro livro que lhe li, foi oferecido há treze anos por uma grande amiga que vive em Boston, nos Estados Unidos. Está todo mordido, tem restos de puré de abóbora, chama-se Can You Sing e não tem texto. É só um pinguim de cores vivas que antes de ir para a cama se vai despedir dos outros animais. Ou algo no género. O segundo livro foi igualmente oferecido há treze anos pela mesma amiga. Está todo mordido, tem restos de puré de maçã, chama-se Goodnight, Gorilla e, apesar de também não ter texto, tem um guião bem definido, contando a aventura de um gorila que solta os animais do jardim zoológico e os leva a dormir em casa do tratador. O terceiro livro – como devem ter adivinhado – foi também recomendação da minha amiga. Chama-se Goodnight Moon e nele encontramos um coelhinho que antes de adormecer, descreve o quarto em que se encontra. Este tem texto em verso e é uma delícia. Há um detalhe de que gosto muito: tanto as ilustrações do Goodnight Gorilla, como as do Goodnight Moon têm a particularidade de repetir um pormenor em todas as páginas do livro, como se fosse um mini-enredo paralelo. No Goodnight Gorilla há um balão que se solta na primeira ilustração e que se vai afastando em todos os desenhos seguintes. No Goodnight Moon há um ratinho que aparece em todas as páginas do livro, sempre a fazer algo diferente. Não fui eu a descobrir estes detalhes. Foi o meu filho mais velho que os encontrou, com quatro ou cinco meses. Afinal, talvez sejam mesmo ‘Einsteins’.

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