Um furacão chamado Joaquin

Este fim de semana, passou por Lisboa um furacão chamado Joaquin. E, como sabem, um furacão é uma grande perturbação na atmosfera terrestre. Disseram que, antes de chegar à Península Ibérica, Joaquin perdeu força e passou para o estado de depressão extratropical. Ah, que bonito. É este tipo de poesia que encontramos todos os dias nas páginas dos jornais. Frases assim: Convém salientar que existe alguma incerteza associada à trajetória da depressão, pelo que pode haver alterações no cenário meteorológico. Como é poético isso. Talvez porque mistura termos complicados com palavras onde predomina a letra i. E saem assim umas frases musicais. Sublimes. Joaquin cobriu a cidade de nuvens cinzentas, trouxe chuva, dores de garganta e vento moderado a forte no litoral oeste com rajadas até 70 km/hora. Com ele, veio também o primeiro frio do ano, as pontas dos narizes geladas, a vontade de beber chá e fazer bolos no forno e de dormir ainda mais. Mas, Joaquin trouxe sobretudo novos tópicos de conversa à cidade arrepiada. É que já estava ficando difícil fazer conversa de circunstância. Hoje junto ao elevador, depois de semanas de tempo morno e indeciso, todos falavam de novo animadamente. Então, e esta chuva? perguntavam. Terrível. Terrível. Nem saí de casa por causa do raio do furacão.

(Vídeo: Olha que legal)

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