Os crava-piscinas

Chega o  verão e nós não temos piscina. Há apenas uma piscina na família, mas meu tio se esquece de a encher e fica atolada em nenúfares até chegar o outono e, nessa altura, é tarde demais. Mas, os nossos amigos têm piscinas. E têm a gentileza de nos convidar. Nós nunca nos fazemos rogados. Levamos batatas fritas e minis e vamos saltando o verão inteiro de piscina em piscina. A piscina da costa alentejana. A piscina de Telheiras. A piscina do interior. A piscina do hotel. A piscina pública. Toalha, chinelos, dois fatos de banho. E, uma vez lá, os nossos filhos nunca têm que sair da água. Deixamos que fiquem até sentirem arrepios. Até terem fome. Até ser céu estrelado por cima deles. Até, eventualmente, se deixarem dormir em cima de uma bóia. Nas horas de piscina, eles são golfinhos voadores e podemos afagar-lhes a cabeça quando vêm à superfície. Saltam cinco metros acima da água, nadam a 30 km/h e mergulham a grandes profundidades. Só eu não entro na piscina. Fico sentada na borda da água, como uma rã indecisa, namorando as libelinhas. Há quem não acredite, mas enche-me mais olhar tudo aquilo do que desaparecer no azul. Splash.

(Imagem: A piscina de Frank Sinatra, em Palm Springs)

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