Os nossos filhos são iguais a nós

De manhã, vendo as crianças entrar na escola. Tem uns que descem do carro de camisa abotoada, sapatos vela, risca ao lado e cara composta. Quase adultos. Tem outros que na porta da escola distribuem empurrões aos irmãos, falam alto, cordões desapertados, atravessam a rua sem olhar. Tem meninas todas vestidas de rosa, outras todas às pintinhas, outras afogadas em laços e cheias de sono. Há uns que chegam da praia – cabelos queimados do sol – outros que estiveram agarrados à consola até tarde. Uns atravessam os portões sozinhos cheios de indiferença, outros de mão dada.

Tem os pais e as mães, alguns avós. Vêm carregados de filhos, atrasados para o trabalho, a mandar mensagens no telemóvel, outros equipados para irem correr a seguir ou com o ar relaxado de quem não tem compromissos o dia inteiro. Os nossos filhos são os nossos mini-me.

(Imagem: E, por falar em crianças,  o que é isto de terem mudado o nome da Anita? Como se não bastasse os Estrumpfs agora serem Smurfs)

marlier09

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