Amor é…

Quando eu era miúda, Lisboa estava coberta de umas frases muito kitsch que começavam por ‘amor é…’ e eram ilustradas por casal de bonequinhos de olhos grandes e ar inocente. Amor é… não terem nada, mas terem-se um ao outro, Amor é… desejar que o dia nunca acabe, Amor é… andarem sempre juntos. Apareciam por todo o lado – posters, borrachas, canecas. A minha mãe declarou-as ‘uma piroseira’, por isso eu olhava-as às escondidas, secretamente maravilhada com a sagacidade de algumas frases. Amor é… uma necessidade, não um luxo. A verdade é que as frases desapareceram e com elas os bonequinhos, mas ainda agora, quando vejo algo tão romântico que roça o pegajoso, não resisto a dizer ‘Amor é…’.

Hoje, estas frases meladas aplicam-se a mim. Que depois de ter engordado seis quilos nos últimos três anos, ainda recebo presentes de aniversário do meu mais que tudo em XS. Amor é isto. (E um pouco de miopia, também)

(Na imagem: Os tais bonequinhos, versão anglo-saxónica)

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