Jantar

São quase oito da noite e é o grande momento do dia. A mãe entra na cozinha com um ar confiante e as crianças perguntam: O que ó jantar hoje? Como sempre, a mãe não faz a mais pequena ideia, mas responde com um sorriso enigmático: Vocês vão adorar, enquanto abre a porta do congelador para descobrir que já não há postas de salmão. Faz rapidamente as contas para determinar quantas vezes já se comeu massa com atum nessa semana – já foram duas – e tem a ideia brilhante de fazer uma tortilha espanhola. Simples, delicioso. E diferente. Abre o frigorífico cheia de ideias, mas só há dois ovos – nesse instante, ocorre-lhe a frase ‘fazer omeletes sem ovos’, que por sua vez lhe lembra o seu emprego. Vai abrindo armários e fazendo contas aos pacotes de natas, às cenouras, às latas de grão de bico. Deve haver uma receita milagrosa em que todos fazem sentido. E pão? Podíamos fazer umas sandes. Genial. Abre de novo o frigorífico à procura de queijo, folhas de espinafre.  Mas, descobre um rolo de massa folhada escondido lá atrás e vem-lhe a ideia brilhante – outra? – de o encher de legumes – e talvez atum? – fazendo uma gigantesca e deliciosa tarte.

Mãe, porque é que comemos sempre estas comidas esquisitas?

(Na foto: Era cozinhar assim. Foto tirada daqui)

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