A louca

Joana I de Castela ou Joana, a Louca – como passou à história – foi a personagem histórica que mais me fascinou na minha infância. Nos tempos pré-google, eu ia à enciclopédia procurá-la no meio das rainhas e princesas com o mesmo primeiro nome. Mas, aquele cognome distinguia-a de todas as outras. Na enciclopédia não havia retrato e eu imaginava uma rainha despenteada e excessiva. Não era bem assim. Joana foi casada com Filipe, o Belo – e aqui tropeçamos noutro cognome de peso. Apesar de ser formosa e educada (fluente em várias línguas, treinada na dança, na música e equitação) o marido cedo perdeu o interesse nela. E Joana era ciumenta. A sua instabilidade mental agravou-se e gerou o seu isolamento e afastamento do poder. E foi também muito conveniente ao seu pai, marido e filho que governaram em seu nome. Aqui está ela com toda a sua loucura domesticada debaixo do toucado.
(Retrato pintado por Juan de Flandes, cerca de 1496)

Juan_de_Flandes_003

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