Medo

A maior mudança que a idade me trouxe foi o medo. Mais nova, eu não receava nada, a não ser a montanha-russa e o escuro – que me impedia de atravessar a casa sozinha à noite, caso precisasse ir buscar um brinquedo. Mas, agora, às vezes o medo chega no meio do nada e faz-me questionar todas as decisões. Medos que eu nunca tinha tido, medos que eu nem imaginava que existiam. Medo de viajar, de comer algo estragado, de errar, medo das dores de cabeça, daquele sinal que apareceu no braço, medo de dizer o que não devo, medo do mar, dos estranhos, medo de andar de carro, medo pelos outros. A vida inteira segura por mil alfinetes. Se algum cair, o vestido desfaz-se inteiro.

(Em baixo: Marko Korosec não tem medo de tempestades. E faz ele muito bem.)

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